Agnelo vai propor que UnB fique com recursos da Universíade

O governador Agnelo Queiroz vai propor que os recursos da Universíade sejam transferidos para o projeto de revitalização do Centro Olímpico da Universidade. A verba reservada para a organização do mundial é de R$ 230 milhões.

A revitalização do Centro Olímpico está estimada em R$ 300 milhões. “Vou propor mudança na redação de emenda no Plano Plurianual para assegurar os recursos para a UnB”, disse. “Vou lutar pela emenda e completar os recursos”, completou. Se aprovada a proposta, o montante será disponibilizado em cinco anos.

Para Agnelo derrota é da Fisu

O governador Agnelo Queiroz acredita que a derrota brasileira é da Fisu. “A Fisu perdeu a oportunidade de dar um grande salto para uma região próspera de crescimento e desenvolvimento”, analisou. “A Fisu poderia se fortalecer muito indo para Brasília e para a América Latina”, resumiu.

“Brasil perdeu por falta de tradição”

O presidente da Confederação Brasileira do Desporto Universitário, Luciano Cabral, afirmou que o Brasil perdeu por inexperiência. “O Brasil não conhece essa relação entre esporte e educação. Não temos essa tradição”, disse. “A Fisu não escolhe o melhor projeto. Como não tem patrocinadores busca as propostas financeiramente mais vantajosas”, analisou o presidente, que foi secretário de Esportes de Alagoas.

Taipei ganha Universíade. Brasília perde

Taipei foi a cidade escolhida para sediar as olimpíadas universitárias de 2017. A cidade venceu Brasília por 13 votos contra nove. Vinte e dois delegados votaram. Integrantes da comitiva comemoram no auditório de hotel em Bruxelas onde o resultado foi anunciado neste momento pela Fisu. 

O clima entre os integrantes da comitiva brasileira é de decepção. O governador Agnelo Queiroz afirmou que foi uma disputa duríssima. “Representamos bem o Brasil e a America Latina. Continuamos com nossa política de acreditar no esporte educacional”, disse.

Avaliação é de empate técnico

A comitiva brasileira em Bruxelas avalia que dos 1.800 pontos analisados pela Fisu, Brasília perde em 21, o que significa um empate técnico. Um dos quesitos que fez a candidatura brasileira perder pontos foi o atraso na apresentação das garantias financeiras e cartas de apoio de vários níveis de governo. Os documentos deveriam ter sido adicionados ao dossiê da candidatura, apresentado no último dia 30 de setembro. O material, no entanto, só foi incluído durante a apresentação brasileira aos jurados da Fisu, nesta terça-feira 29.

Ansiedade na porta de comitê avaliador

O clima é de ansiedade na antesala do comitê avaliador da Fisu, onde as comitivas brasileira e de Taipei aguardam o resultado da votação. “Está muito muito meio apreensivo. Não temos maiores informações sobre o placar. Está tudo indefinido”, conta o decano de Administração e Finanças Eduardo Raupp, que representa a Universidade de Brasília no grupo brasileiro. O resultado será divulgado no hotel onde estão instalados os representantes das duas comitivas. Primeiro, a Fisu apresenta o resultado das olimpíadas de inverno. Depois, das olimpíadas de verão, nas quais concorrem Brasília e Taipei.

Encerrada votação dos delegados

A votação que definirá a sede da Universíade de 2017 foi concluída. Vinte e dois delegados votaram após assistir apresentação de Brasília e Taipei, as duas cidades concorrentes. A comissão que apura os votos está reunida e divulgará o nome da vencedora às 16h, no horário de Brasília.